
Photo by Nick Gaines
Há aproximadamente 10 anos as câmeras digitais entraram no mercado com força total. À partir daí, um gama significativa de pessoas adquiriram e vêm adquirindo esse aparelho poderoso. Não há como negar os benefícios dessa tecnologia, mas em contraponto também possibilitou um mundo saturado de imagens. É muito comum atualmente vermos em qualquer show as luzes e os flashs de celulares com câmera e de câmeras compactas.
Mas a pergunta que fica é: Qual a importância e o significado dessas imagens registradas? Imagens que muitas vezes não têm uma mensagem substancial, não foram pensadas antes de serem registradas, apenas o mesmo do mesmo, um mecanismo de click, click, click e se não ficar boa apaga. A sensação é de que já vimos aquela imagem pelo menos umas 100 vezes, mesmo sendo outro o fotografado. Com isso, não paramos para analisar e degustar aquele registro.
Rosângela Renó, artista plástica e fotógrafa, há muito tempo trabalha com imagens reaproveitadas, argumentando que o mundo já tem imagens demais e se recusa a registrar novas imagens.
Evgen Bavcar , fotógrafo deficiente visual, diz que é necessário fotografar com o interior, com a imaginação, algo que vem de dentro. Será que vemos isso nessas imagens?
Como já dizia o grande fotógrafo Cartier Bresson: “ A composição deve ser uma de nossas preocupações constantes, até nos encontrarmos prestes a tirar uma fotografia; e então, devemos ceder lugar à sensibilidade”. Com isso, a principal dica para uma boa fotografia: Pense primeiro, fotografe depois”.
Acredito que uma boa imagem requer um pensamento por detrás da lente. Requer composição e interesse por parte de quem fotografa em fazer disso uma mensagem. Somos responsáveis por aquilo que produzimos.