quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Um mundo saturado de imagens


Photo by Nick Gaines


Há aproximadamente 10 anos as câmeras digitais entraram no mercado com força total. À partir daí, um gama significativa de pessoas adquiriram e vêm adquirindo esse aparelho poderoso. Não há como negar os benefícios dessa tecnologia, mas em contraponto também possibilitou um mundo saturado de imagens. É muito comum atualmente vermos em qualquer show as luzes e os flashs de celulares com câmera e de câmeras compactas.
Mas a pergunta que fica é: Qual a importância e o significado dessas imagens registradas? Imagens que muitas vezes não têm uma mensagem substancial, não foram pensadas antes de serem registradas, apenas o mesmo do mesmo, um mecanismo de click, click, click e se não ficar boa apaga. A sensação é de que já vimos aquela imagem pelo menos umas 100 vezes, mesmo sendo outro o fotografado. Com isso, não paramos para analisar e degustar aquele registro.
Rosângela Renó, artista plástica e fotógrafa, há muito tempo trabalha com imagens reaproveitadas, argumentando que o mundo já tem imagens demais e se recusa a registrar novas imagens.
Evgen Bavcar , fotógrafo deficiente visual, diz que é necessário fotografar com o interior, com a imaginação, algo que vem de dentro. Será que vemos isso nessas imagens?
Como já dizia o grande fotógrafo Cartier Bresson: “ A composição deve ser uma de nossas preocupações constantes, até nos encontrarmos prestes a tirar uma fotografia; e então, devemos ceder lugar à sensibilidade”. Com isso, a principal dica para uma boa fotografia: Pense primeiro, fotografe depois”.
Acredito que uma boa imagem requer um pensamento por detrás da lente. Requer composição e interesse por parte de quem fotografa em fazer disso uma mensagem. Somos responsáveis por aquilo que produzimos.

4 comentários:

Charles Morphy disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Charles Morphy disse...

Ah... vc viu isso?
http://grandesfotografos.folha.com.br/

Charles Morphy disse...

A cultura digital, apesar de permitir uma disseminação do acesso sem precedentes na história, também traz à tona toda uma "demanda reprimida" por exposição que não necessariamente se traduz em qualidade... isso acontece também com texto (basta ver a quantidade de blogs que existem, muitos dos quais não têm o que dizer e nem para quem). É o que diria um velho amigo nosso: "Mas você está falando de fotografia ou apenas de um registro de imagem?"... :)

Flor de Bela Alma disse...

Ai que coisa mais linda, amiga. Concordo e assino embaixo. Fico feliz de partilharmos de um mundo e de um olhar esvaziado para ser pleno. Amei!